Aytian Nuvel


Imagens e palavras

Imagens nunca falam mais que as palavras...

Uma imagem pode ate dizer muita coisa, mas nao e capaz de expressar tudo aquilo que se pode dizer de uma situacao...

Em minha primeira vinda ao Haiti um pequeno acidente privou meus amigos e leitores deste blog (por sinal, as mesmas pessoas) de tomarem contato com as imagens das coisas que tentava descrever de modo detalhado atraves de palavras.

Estou de volta ao Haiti, e agora tenho uma camera. Isso nao lhes exime da importunacao de minhas veleidades literarias...

Como contei-lhes antes, passei uma tarde/noite em Santo Domingo, capital da Republica Dominicana.

Uma cidade simpatica, feita sob medida para o turismo, a cara do Caribe de sonho que sempre ouvimos falar... Mar azul turquesa (ou verde esmeralda?), sol, edificacoes coloniais bem preservadas, bares e hoteis com uma estrutura pronta para captar os dolares e euros...

Sensacao de relativa seguranca nas ruas... Uma boa cerveja pilsen (Presidente), comida cara, taxistas oportunistas...

Dois belos aeroportos, o principal (que ora nao recordo o nome) e de Isabella, este pequeno que faz voos para as diversas ilhas do Caribe. Por menos de 300 dolares e possivel voar de la para outras partes do Caribe, inclusive para o Haiti...

Os aeroportos organizados nao impedem a acao de taxistas espertos e a falta de informacao para o turista incauto. Imaginem entao para quem esta de passagem?

Voamos num aviao pequeno para Port au Prince, e voltei a minha cidade querida, desta vez com mais liberdade e autonomia para circular pela cidade.

De cara, resolvemos almocar pelo centro, no pequeno e simpatico restaurante L'Arc en Ciel. Comida "creole" da melhor qualidade, pedi um "cabrit", acompanhado de riz "creole" com "haricot", salada de tomates, alface e cebola.

Boa comida haitiana. Comemos ainda uma deliciosa hortalica refogada, que ora nao recordo o nome, mas que lembra um pouco a chicoria, um pouco menos amarga.

De la iriamos a Livraria Pleiade encontrar Polo Dubois, mas estranhamente esta estava fechada em plena segunda feira.

Conduzia-nos o motorista Fenelon, contratado para nos atender.

Subimos para Petion Ville para circular um pouco pelas ruas, flanar irresponsavelmente pelas ruas de uma cidade apresentada para mim como um lugar violento.

Impossivel nao fazer referencia a este fato, mas a cidade parece menos violenta, tal como percebia antes, mas nao podia vivenciar.

Port au Prince e Petion Ville nao sao mais violentas que meu amado Rio de Janeiro, sua violencia e diferente e nao a conheco de fato.

O bom disso tudo e que agora estou livre e tranquilo para andar pela cidade.

Se Petion Ville parecia menos violenta do que me apresentaram antes e que pude constatar caminhando com Franz pelas ruas, agora mais do que nunca estou convicto disto.

Recordo que os soldados brasileiros haviam me dito isto, falaram que a area de Petion Ville era considerada "zona verde".

Se ja havia percebido isto antes, agora constatei definitivamente.

Isso nao significa dizer que isto aqui e o paraiso. So quer dizer que tambem nao estamos no inferno...

Como toda cidade grande, basta nao dar bobeira para o azar... Enfim...

 



Escrito por Zé Renato às 00h25
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Mache de Fer



Escrito por Zé Renato às 00h06
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Agradecimento

As fotos publicadas abaixo dao uma ideia aproximada do contraste entre os dois lados da Ilha de Hispaniola...

Agradeco ao meu bom amigo Joao Marcelo Maia, sociologo da melhor estirpe e meu irmaozinho rubro negro querido, pela cessao de sua maquina digital, que me permite mostrar imagens do Haiti...

De um lado a turistica e "bem organizada" capital da Republica Dominicana, em sua Zona Colonial, preparada para os turistas. De outro, uma vista privilegiada das ruas proximas ao Mercado de Ferro, no centro de Port au Prince...

 



Escrito por Zé Renato às 23h52
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Contrastes



Escrito por Zé Renato às 23h45
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Salut Mes Amies!

Salut Mezanmi!

De volta ao Haiti...

Ainda não tenho muita idéia de como será essa segunda vinda ao país, mas certamente desta vez muita coisa já está sendo diferente.

Desta vez não estou hospedado no distante bairro de Belvil, mas no famoso Hotel Olofsson citado no livro "Os Comediantes", de Graham Greene. Isso já muda bastante coisa, pois estou no centro de Port au Prince. A viagem para cá foi também diferente, ao invés de seguir o caminho que passava pelos EUA, pelo aeroporto de Miami, desta vez fiz uma viagem mais longa. Em virtude da necessidade do visto americano para qualquer tipo de conexão aérea (um absurdo diga-se de passagem) e pelo fato de vir acompanhando uma professora do Museu que não possuía este visto, fizemos uma viagem que passava antes pelo Panamá, de lá uma conexão para a República Dominicana. Uma noite em Santo Domingo, capital daquele país, e enfim pela manhã um vôo em pequeno aviao (perdoem a falta de acentos, pois nao estou conseguindo configurar o teclado do computador do hotel), em por fim, desembarque em Port au Prince.

Nao sao poucos os contrastes entre os dois lados da Ilha de Hispaniola. Hospedados em um hotel da Zona Colonial de Santo Domingo, sao notaveis as diferencas entre a turistica e "bem organizada" capital da Republica Dominicana e a "caotica" (e por isso apaixonante) Port au Prince...

Contar-lhes-ei estas coisas com mais detalhes doravante. Chamam-me para um compromisso...

 

Au revoir!



Escrito por Zé Renato às 18h07
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